
O FLUMINENSE: Crescimento da Baixada Fluminense beneficia Magé e Guapimirim - 01.05.2006
Crescimento da Baixada Fluminense beneficia Magé e Guapimirim
O crescimento econômico da Baixada Fluminense, impulsionado pelo Pólo Gás-Químico, em Duque de Caxias, deverá beneficiar duas cidades em particular: Guapimirim e Magé. Esses municípios também serão beneficiados diretamente pela proximidade da petroquímica que será instalada pela Petrobras em Itaboraí, na Região Metropolitana, que vai gerar cerca de 200 mil empregos somente na fase de construção. A avaliação é do diretor-técnico da Fundação Cide (Centro de Informações e Dados do Estado do Rio de Janeiro), Adolfo Guichard Freire, com base no resultado do IQM (Índice de Qualidade dos Municípios)/2005.
"Tanto Magé quanto Guapimirim deram saltos qualitativos nos índices de qualidade. Em 1998, Magé figurava na 48º e pelo último IQM subiu para a 42ª posição no ranking. O mesmo ocorreu com Guapimirim que saiu da 72ª posição para a 64ª no índice de 2005. As prefeituras desses dois municípios deverão implementar políticas públicas que atraiam investimentos para o setor imobiliário, seja na construção de condomínios para a classe média, formada por técnicos e executivos que estarão trabalhando nos pólos, seja na construção de shopping-centers, além de incentivar a instalação de indústrias limpas e investimentos em educação, com a oferta de cursos de inglês, informática e outros da área técnica", destacou o diretor.
Os dois municípios, em transição do rural para o urbano, dispõem de muitas áreas livres que poderão ser aproveitadas para esses novos investimentos, segundo Adolfo Freire.
Ele explicou que nos dois municípios é possível verificar evolução nos índices de qualidade. Como exemplo citou facilidades para negócios (FAC), índice que mede o número de agências bancárias, terminais telefônicos instalados, agências e postos dos correios, meios de hospedagem e legislação de incentivos fiscais, entre outros. Em Guapimirim, o indicador subiu seis posições, passando para a 79º no ranking do estado, enquanto Magé registrou alta de 36 pontos, figurando em 28º lugar.
Guapimirim tem 37.952 habitantes (dados de 2000) e um território de 361,9 quilômetros quadrados. Magé conta com 205.830 habitantes para um território de 386,8 quilômetros quadrados. As duas cidades são servidas pela rodovia BR-116 (Rio-Bahia), importante via de escoamento da produção.
Mas não é só de grandes investimentos que as cidades poderão se beneficiar. A produção familiar, com fabricação de doces, processamento de alimentos caseiros e serviços de salão de beleza, entre outros, poderá crescer e muito, aumentando a renda per capta e a qualidade de vida da população, conforme destacou o diretor da Fundação Cide.
De um total de R$ 51 bilhões que serão aplicados na economia do estado entre 2005 e 2007, cerca de 46% serão destinados à Baixada Fluminense, o que representa R$ 23 bilhões. Da indústria de transformação, a região concentrará 72% do total, equivalente a R$ 14,3 bilhões, com destaque para os seguintes projetos: Pólo Gás-Químico (Duque de Caxias); investimentos da Polibrasil para aumentar a produção de polipropileno; modernização da Reduc (Refinaria Duque de Caxias); e instalação de indústrias de plásticos e os investimentos na região de influência do Porto de Sepetiba, conforme informações publicadas na Revista Economia Fluminense, editada pela Fundação Cide.
Idealizado ainda no governo Anthony Garotinho e inaugurado recentemente na administração de Rosinha Garotinho, o Pólo Gás-Químico, em Duque de Caxias, vai gerar mais de 11 mil empregos na Baixada, com a instalação de empresas para o aproveitamento da matéria-prima que produz.
"É hora das prefeituras da área dos grandes empreendimentos se mobilizarem para aproveitar a onda desenvolvimentista da região", enfatizou o diretor da Fundação Cide.
Jornal O FLUMINENSE

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